• Larissa Dias

Self

Atualizado: 18 de Out de 2019


Coroação de Espinhos - Hieronymus Bosch

O Self é o que podemos chamar de "Amo Interno", segundo a visão de George Ivanovich Gurdjieff. É a imagem de Deus em nós.


O Self é, ao mesmo tempo, o todo da nossa psique e o centro dela. Ele é o arquétipo central, aquele que o ser humano luta em seu processo de individuação para ficar o mais perto possível.


Ouvir o chamado do SELF, que ocorre muitas vezes na meia idade, é de vital importância para nos tornarmos nós mesmos.


Muitas vezes a pessoa que está na meia idade entra numa crise existencial, pois não sabe seu propósito de vida. O Self chega e lhe envia mensagens que a fazem ter esse questionamento e ir em busca daquilo que realmente veio fazer aqui neste mundo.


Estar em contato com o Self é como estar em contato com o divino e saber que estamos, de fato, respondendo ao chamado do nosso Amo Interno.


A imagem de Jesus traz aspectos interessantes do que representa nosso Self: embora ele seja filho e participe da tríade do deus mais poderoso que existe, ele deixou se sacrificar para que a humanidade pudesse ser salva e se arrependesse dos seus pecados. Nosso Self permite ser sacrificado para que a vida possa existir em nós: precisamos aprender muito na nossa existência, estruturar nosso Ego (sermos carpinteiros da nossa jornada), lidar com a Sombra (como Jesus fez com suas tentações), trabalhar o Ânimus/Ânima (Jesus sempre respeitou as mulheres e viu seu potencial próspero), ouvindo os Velhos Sábios (sempre ouviu os conselhos do seu Pai) e jamais deixando de ser a Criança Interior (o menino Jesus nunca perdeu o que a criança tem: esperança).


Porém, em algum momento, é preciso que o Self tome seu devido lugar: Jesus foi sacrificado para ascender aos céus e ser com todo o esplendor a divindade que sempre foi. Nós aprendemos muito pela vida e caminhamos para nossa individuação, assim como Jesus caminhou para a realização do seu destino.

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