• Larissa Dias

Como deixamos de seguir nosso caminho?

Atualizado: 16 de Dez de 2019


A Extração da Pedra da Loucura "The Stone Cutting" - Hieronymus Bosch

Nem sempre nosso caminho está descortinado à nossa frente. Muitas vezes precisamos ir tropeçando em muitas pedras, que são na verdade, os pedaços que o formam.


Na antiguidade, a loucura era tida como uma invasão divina na nossa vida. As divindades exigiam seu lugar e as pessoas que as negava, que negava o seu caminho, eram acometidas pela loucura.


Com o tempo, foram inventados procedimentos para "curar" quem tinha a dita loucura e a Idade Média trouxe alguns exemplos desses métodos. A imagem da Extração da Pedra da Loucura do pintor Bosch traz uma ideia dos procedimentos usados para a cura do que era chamado loucura.


Atualmente, o mundo sofre com uma sensação de vazio. Parece que tem sempre algo errado, alguma coisa faltando, como se não tivéssemos descoberto o porque de estarmos neste mundo. Quando isso ocorre é muito difícil sair deste processo sem obrigatoriamente termos que responder essa pergunta.


Existem muitas situações, coisas e pessoas que nos fazem desviar do nosso verdadeiro caminho e as megalópoles são responsáveis por muitos novos afazeres que arrumamos. Sempre estamos ocupados, sempre temos que atender ao desejo de alguém, mas e o nosso? Aonde deixamos o nosso chamado para ir em busca de dinheiro, poder e status, todas coisas externas. Claro que precisamos e queremos todas essas coisas, mas é importante observar o sacrifício que fazemos para consegui-las.


Seguir nosso caminho tem a ver com dinheiro, poder e status também. Mas o interessante é a ordem: quando nosso objetivo é dinheiro, poder e status estamos "vendendo nossa alma", pois hora ou outra tudo isso perde seu sentido, isso quando conseguimos realizá-las. Agora, quando nosso objetivo é cumprir nossa missão, dinheiro, poder e status são consequências de um ótimo trabalho sendo feito.


Deste modo, é possível pensar, assim como na antiguidade, que os deuses estão influenciando e muito a nossa vida, mas agora ao invés de nos invadir com a loucura, nos recompensam por termos tido a coragem de seguir nosso caminho.


Para sermos recompensados pelos deuses precisamos nos perguntar sempre: eu estou no meu caminho? Se a resposta for não, ou se houver alguma dúvida a indicação é olhar para quem sabe todas as respostas: nosso mundo interno.


Para fazer isso é necessário se conhecer, ter o autoconhecimento tão sonhado. O caminho para ele pode ser longo e árduo, mas estar em paz em seu verdadeiro caminho não tem preço! Os processos de psicoterapia, de eneagrama e de orientação vocacional podem ser um meio, mas o caminhante é quem na verdade faz toda a diferença!


Sigamos nosso caminho!

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