• Larissa Dias

Orientação Vocacional: a Jornada Vocacional (adulto - meia idade)

Atualizado: 12 de Nov de 2019

A questão vocacional é um tema bastante complexo e que tem grande influência na vida das pessoas. Passei por uma crise vocacional quando tinha 28 anos e comecei a me perguntar o que queria para minha vida realmente?


Deste questionamento surgiram muitos frutos e um deles foi o jogo da Jornada Vocacional. Trata-se de um jogo de tabuleiro pensado como um RPG, que propõe um método de autoconhecimento, visando refletir sobre a vocação quando se chega na chamada fase da “crise dos talentos”, que pode ocorrer dos 28 aos 35 e se estender até os 50 anos.


O jogo se baseia nas 12 etapas da jornada do herói e tem 4 fases baseadas em animais mitológicos que ajudam o participante durante a sua jornada e na realização das atividades propostas. Além disto, uma histórica acompanha os jogadores durante todo o jogo, mostrando que os heróis do mundo todo tiveram trajetórias semelhantes às nossas e que todos somos heróis de nossas próprias histórias.


O jogo também utiliza os tipos psicológicos do Eneagrama, que mostrarão como cada participante percorrerá a jornada.


Mas, como qualquer processo de orientação, não existe passe de mágica; O jogo usa muitos artifícios para despertar nos jogadores a melhor forma de trabalharem sobre si mesmos, e com esse trabalho, descobrirem a vocação. Não é um teste ou um oráculo, é um processo pelo qual o participante passa e sai dele com muitas informações para tomar a melhor decisão na sua carreira.


A Jornada Vocacional já foi aplicada com sucesso em diversos participantes e espero sinceramente que essa experiência traga luz para os seus caminhos, assim como a confecção do jogo trouxe para o meu!


Depoimentos:

A. M., Administradora, 33 anos:

As vezes eu me pergunto onde e como tudo começou a mudar na minha vida, a final onde eu quero estar daqui 5 anos, eu gosto de liderar uma equipe, esses questionamentos mais parecem uma entrevista de trabalho, mas na verdade são os meus mais sinceros questionamento.. eu nunca achei que tinha vocação para ser uma líder/chefe mas não é pra isso que nós estudamos e nos aperfeiçoamos, ou sera que apenas estou no caminho errado, onde eu deixei uma real motivação por um salário? Quando eu iniciei o jogo eu não tive dúvidas que eu poderia ser eu mesma, que não haveria necessidade de ser alguém para impressionar outros. O fato de ser uma atividade lúdica possibilita uma maior descontração o que a arreta numa maior honestidade de nosso ego, você pode ser um rei mago ou um ogro, o resultado do jogo te mostrará nada mais do que uma realidade​ que por muito tempo você deixou esquecida, mas ainda é você, e pode ser algo que te lembre daquele velho ditado, faça o que você gosta e nunca mais precisa trabalhar..

Os desafios no percurso são tão reais tanto do nosso dia a dia, onde esquecemos de nós mesmos, onde erramos sempre na mesma fase se a lição não for aprendida e que no final tudo e ensinamento, mas é preciso usa lo da Melhor maneira possível.

O enredo e bem escrito e muito gostoso de se vivenciar, as atividades são interativas e o uso de materiais que não são do nosso dia a dia torna tudo muito rico.

Eu sou amante dos tabuleiros, e essa experiência foi de grande valia para mim, certeza que ajudará tanto outros.

F. C., Professora, 41 anos:

O jogo foi muito revelador para mim. O tipo 2 do eneagrama e a personagem que escolhi para o jogo mostraram claramente a tendência que tenho em ajudar, em ter no meu trabalho a necessidade de sentir que estou conseguindo auxiliar as pessoas.

As profissões que foram reveladas no meu perfil são ou as que já exerci, ou pensei em exercer, com a grande surpresa da psicopedagogia, que é uma ideia excelente, porque junta a vontade de entender o outro em suas diferentes nuances e dificuldades de cada personalidade, para assim poder melhor ensinar. Já dei aulas para adolescentes em escola pública e aulas particulares. Hoje, achei o meu lugar, que tudo tem a ver com o que o jogo me fez enxergar: dou aulas de português para uma organização que acolhe refugiados.

E. D., Administradora, 32 anos:

O jogo trouxe conhecimento sobre o que eu desejo da minha vida profissional, e também coragem para enfrentar os desafios que tanto temia.

Pude ver que, é sim possível mudar de profissão não importando em que fase da vida nos encontramos.

I. F., Gestora de Hotelaria, 33 anos:

Eu topei fazer o jogo como forma de me conhecer melhor, apesar disso dar um pouco de medo. Eu tinha noção de como eu era, mas nunca a dimensão de como sou vista. E ouvir de uma pessoa “desconhecida” falar o que já ouvimos ou coisas novas parece mais real ,já que não me conhece tão bem. O jogo me fez ver que tudo o que eu acredito, faz sentido, algumas coisas até inconscientemente. Fez eu parar para me olhar por dentro e me conhecer melhor.

Eu gostei muito!

J. S., Radio e Comunicação, 28 anos:

Cada um de nós passa pela jornada do herói e normalmente cada campo da vida está em uma fase diferente, para deixar o “jogo” mais divertido, quer dizer... desafiador.

A jornada vocacional foi uma experiência muito rica e gratificante para mim. Foi reafirmação de caminhos para quais já estou sendo conduzida há um tempo... Deu aquela sensação de: espera um momento... Acho que estou menos perdida do que imaginava estar.

Muito obrigada pela oportunidade novamente! E sucesso em todos os caminhos que você escolher seguir, pois você é uma pessoa maravilhosa e que ilumina os caminhos de quem passa por ti. Gratidão por tudo!!


#meiaidade #metanoia #orientaçãovocacional

Tabuleiro aberto - Jornada Vocacional
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